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"O Expressão de Rua é fruto da vontade de tocar"

  • 2 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 18 de abr. de 2025

O Festival Expressão de Rua acontece em 12 e 13 de abril em Campo Grande (MS)


por Rodrigo Teixeira @rodtex

Dudu, vocalista do Engenheiro Edson e promotor do festival Expressão de Rua
Dudu, vocalista do Engenheiro Edson e promotor do festival Expressão de Rua

Eduardo Miranda, o Dudu, é a cabeça à frente do Festival Expressão de Rua. No corre do festival desde 2013, o vocalista da banda Engenheiro Edson é um agente cultural que se diferencia na cena artística de Campo Grande por sua postura combatente. A primeira e principal motivação para criar o Expressão de Rua foi acolher aqueles artistas que nunca conseguem passar em editais e ficam a margem dos festivais públicos, não por falta de talento mas por excesso de burocracia. Na expectativa de fazer a décima edição do festival nos dias 12 e 13 de abril de 2025, na Plataforma Cultural, em Campo Grande (MS), Eduardo Miranda explica como esta história toda começou, quais são os ideais que o movem no comando do evento e comenta sobre a programação deste ano, que terá mais de 10 apresentações artísticas, várias oficinas, roda de conversa e ainda tenda cigana, feiras e exposições.


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Qual foi a motivação para criar o Expressão de Rua?


EDUARDO MIRANDA - A primeira edição do festival Expressão de Rua aconteceu em 2013 na Praça do Rádio. Surgiu com o intuito e da ânsia que a gente tinha de nunca ser chamado pra nenhum dos festivais públicos, como continua acontecendo até os dias atuais, como o Campão, Festival América do Sul em Corumbá e o Festival de Inverno de Bonito. Percebendo a necessidade de tocar e se apresentar desta molecada artista da rua que faz um som, nós decidimos criar um festival aonde quebrasse todos estes preconceitos e paradigmas e esta grande dificuldade do artista de rua acessar o bem público, os editais públicos, os festivais públicos e, por isso, criamos nosso próprio festival. O Expressão de Rua é fruto da vontade de tocar. O objetivo é mostrar o trabalho de jovens que o governo não permite acessar com seus eventos públicos cheios de burocracia. Então, já que nunca iremos passar nestes festivais, a gente cria um para nós.

 

O Expressão é um festival que foge da burocracia?


EDUARDO MIRANDA - Com certeza. Não abrimos mão dos artistas locais. Inclusive, várias vezes, chega um artista local que não estava programado e a gente deixa tocar. Porque este é o intuito do Expressão de Rua. Nós também abraçamos todos os gêneros, como o samba, o rap, o reggae e tudo o mais. Mas também sempre tivemos uma interação com artistas de renome nacional, como o Mocambo Groove de São Paulo. Já passaram muitos artistas no Expressão de Rua, como Marina Peralta, por exemplo.

 

Como é chegar a décima edição do festival?


EDUARDO MIRANDA - São 10 anos de muita batalha e muito corre. E daqui pra frente preparando os próximos 10 anos. Nosso intuito sempre será abrir portas para jovens artistas que não têm claramente oportunidade, como eu mesmo, que me inscrevi mais de 18 vezes nos festivais de Corumbá e Bonito e nem na suplência eu fico. Então, eu criei o Expressão de Rua para levantar o ego de pessoas como eu, que sofrem preconceito. Por isso, por exemplo, o DJ TGB nesta edição vai receber convidados que são artistas novos: o DN MC e Martins MC. Será a primeira vez deles em um palco e será no Expressão de Rua.

 

Por que o festival decidiu homenagear a Tia Eva?


EDUARDO MIRANDA - Decidimos homenagear a Tia Eva, uma personagem negra escravizada e a primeira preta a ser uma liderança popular feminina em Campo Grande. Isso no início do século XX, já que ela chegou de Goiás por aqui em 1905. Mas resolvemos homenagear a Tia Eva, principalmente, pela situação que a Igreja de São Benedito está passando na capital nos últimos anos e agora chegou ao limite. A Igreja está ruindo, já está interditada e vivemos a situação absurda da igreja poder desabar em cima do túmulo da própria Tia Eva, que está sepultada lá dentro. É um desrespeito muito grande com a memória de Tia Eva e também com o patrimônio público, já que a Igreja é tombada como patrimônio cultural. Ano que vem vai completar-se 100 anos da morte de Tia Eva e vamos fazer uma roda de conversa para refletir sobre esta situação e lembrar desta grande figura, que tem que ser definitivamente reconhecida em Campo Grande.

 

O que você destacaria da programação desta edição do Expressão?


EDUARDO MIRANDA - Destaco com certeza a primeira apresentação em Campo Grande da banda rasta-punk paulistana de reggae Nazireu Rupestre. Também teremos a gravação do terceiro disco da banda Engenheiro Edson. Também destaco a participação de um dos grupos mais antigos de hip hop de MS, o Falange da Rima, entre tantos outros artistas, como Samba do Caramelo, Sandim, etc. Outro destaque também é a interação com o público que o Expressão vai proporcionar por meio das oficinas, das feira e tenda da cultura cigana.




CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO 10º FESTIVAL EXPRESSÃO DE RUA


SÁBADO – 12/04/2025

Local: Plataforma Cultural

Horário: 15h/23h


ATIVIDADES PARALELAS (15h/22h)

Feira São Chico

Exposição de Arte e Cultura Negra

Tenda da Comunidade Cigana


OFICINAS (15h/17h)

Oficina de DJ com TGB

Oficina de Graffiti com Coletivo Enegrecer


APRESENTAÇÃO CULTURAL

17h/18h – Funk-se (Dança Urbana)


PALCO PRINCIPAL

18h/18h30 – Abertura Oficial

18h30/19h20 – A Insana Corte (50 min)

19h20/19h50 – Intervalo / Troca de Palco

19h50/20h20 – MC Cachorrão (30 min)

20h20/20h30 – Intervalo

20h30/21h00 – Dupla Permanência (30 min)

21h/21h15 – Intervalo

21h15/22h00 – TGB (45 min)

22h/22h20 – Intervalo

22h20/23h05 – Projeto To’kaya (45 min)


APRESENTAÇÕES ENTRE AS TROCAS DE PALCO:

Dança Cigana


AFTER – SÁBADO (12/04) PARA DOMINGO (13/04)

Local: Zé Carioca 2

Horário: 23h30/3h

Danny Plant

Kassio Medina

Beck Bee

DJ Najja

Oráculo

Silver Gold

Bronxs


DOMINGO – 13/04/2025

Local: Plataforma Cultural

Horário: 15h/23h


ATIVIDADES PARALELAS (15h/23h)

Feira São Chico

Exposição de Arte e Cultura Negra


OFICINA (15h/16h)

Oficina de Lambe com Coletivo Enegrecer


RODA DE CONVERSA (16h/17h)

Tema: 100 anos sem Tia Eva


PALCO PRINCIPAL

17h/18h30 – Samba do Caramelo (1h30)

18h30/18h40 – Falas institucionais (10 min)

18h40/19h25 – Falange da Rima (45 min)

19h25/19h40 – Intervalo

19h40/20h25 – Sandim (45 min)

20h25/20h40 – Intervalo

20h40/21h25 – Engenheiro Edson (45 min)

21h25/21h40 – Intervalo

21h40/23h10 – Nazireu Rupestre (Encerramento – 1h30)


ACOMPANHE: @expressaoderuafestival

Campo Grande, abril de 2025.

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